Acusação nº 12 · Programa de governo
“Muitas propostas - como vai executar sem Congresso?”
A resposta começa desmontando a premissa: “Como faz para governar sem base? Vai ter que ter base — o presidente da República constrói base. Num governo eleito com projeto, os partidos participam e vencem comigo no projeto. Entrar no jogo para roubar, vão ser tocados para fora.” Base se constrói por projeto e nomeação por mérito — não por emenda, cargo e achaque.
Segundo, o mandato das urnas: “Eu sou a quimioterapia. Se o Brasil me eleger nisso, o STF e o Congresso saberão que essa é a agenda que o Brasil elegeu nas urnas.” O precedente é recente e real: Milei aprovou o ajuste mais duro da história argentina com a menor bancada da história — porque tinha mandato popular explícito. É exatamente a campanha que Renan faz: avisar tudo antes, para chegar com o mandato de fazer.
Terceiro, a sequência já está desenhada, com ordem e prazo: na transição, a PEC do equilíbrio fiscal; no dia 5 de janeiro, estado de defesa nas áreas dominadas por facção e as mudanças nas leis penais — eliminar as lideranças do crime organizado em até 6 meses; nos dois primeiros anos, as agendas de competitividade (reforma trabalhista, infraestrutura, energia); e nos dois últimos, o legado: a Lei de Responsabilidade Gerencial, “a verdadeira reforma política, para que o Brasil nunca mais fique na mão do Centrão”.