Acusação nº 06 · Empresas e dinheiro
“Não tem experiência de gestão”
Renan não era empresário de herança nem de subsídio — era empresário de resgate: chegar a uma empresa quebrada, com credor na porta e folha atrasada, e fazê-la voltar a funcionar. É a modalidade mais difícil de gestão que existe. Na Martin, recolocou de pé uma operação condenada — mais de 100 famílias sustentadas — até o calote de um programa federal derrubá-la de novo. Na cadeia da Petrobras, viveu o petrolão na pele: não como comentarista, como credor quebrado pela corrupção. Dois anos depois, liderou o movimento que derrubou o governo que o quebrou.
E há a obra que todos viram: do zero e sem um centavo de fundão, construiu a operação política mais eficiente do país — movimento com núcleos no Brasil inteiro, aplicativo e rede social próprios, a segunda maior revista de cultura do país e um partido registrado em tempo recorde. A pergunta certa não é “o que o Renan já geriu?” — é “o que os outros já geriram sem poder mandar na Receita?” Dos candidatos postos, ele é o único que já foi quebrado pelo Estado brasileiro três vezes — pela estatal corrupta, pelo programa federal caloteiro e pela Justiça militante. Ninguém no palanque conhece melhor, na própria pele, exatamente o que precisa ser consertado.