Pré-candidato a Presidência da República, Renan Santos
Acústica FM Cortes · 29min · 8 blocos
Os principais assuntos
Temas da conversa
Da formação empresarial ao MBL: liderança para contrariar eleitores
Renan Santos narra sua formação em uma família de classe média, a passagem pela faculdade de Direito da USP e a atuação como empresário na recuperação de empresas. Ele relaciona sua decisão de entrar na política à insatisfação com os governos do PT e às manifestações de 2013, que levaram à criação do MBL e à atuação no impeachment de Dilma Rousseff. Depois, relata a crítica ao governo Bolsonaro e defende que um líder corajoso deve contrariar os próprios seguidores, em vez de apenas segui-los.
Estudo e honestidade: a estratégia de Renan Santos para chegar aos jovens
Renan Santos afirma que decidiu disputar a Presidência por considerar seu projeto superior e baseado em mais estudo, com seis livros de propostas e um plano de governo abrangente. Ele diz que pretende abordar problemas regionais e nacionais com honestidade, mesmo contrariando eleitores, inclusive ao criticar o uso eleitoral de apoiadores de Bolsonaro. Para ele, jovens em fase de decisão valorizam alguém sem escândalos de corrupção nas costas e que trate seus problemas de forma clara e sincera.
Cortar gastos e privilégios para reduzir impostos e tornar o Brasil competitivo
Renan Santos defende cortar privilégios do funcionalismo, subsídios de grandes empresas e benefícios considerados irregulares, além de mudar o reajuste das aposentadorias para acompanhar a inflação e revisar o BPC e o Bolsa Família. Ele estima uma redução de 3,3 trilhões de reais em gastos ao longo de dez anos para baixar juros e impostos, aumentar o poder de compra e tornar os produtos brasileiros mais competitivos, reconhecendo que a proposta exige contrariar parte dos eleitores.
Renegociar a dívida do RS exige reformas e ajuste das contas públicas
O bloco atribui a deterioração fiscal do Rio Grande do Sul ao estouro das despesas públicas e ressalta que o estado envia mais recursos à União do que recebe, citando a diferença entre 51 bilhões e 13 bilhões. A proposta é renegociar a dívida com parcelas menores, mas condicionando o acordo a reformas previdenciária e administrativa e ao equilíbrio das contas estaduais. A fala também destaca o contraste entre a produtividade e a contribuição dos gaúchos para outros estados e a pobreza do Rio Grande do Sul.
Apoio público a reformas para governar sem maioria no Congresso
Renan Santos afirma que, mesmo sendo um outsider e sem maioria no Congresso, conversará com todos os partidos e exigirá apoio formal ao seu programa. Ele propõe que as legendas subscrevam uma resolução sobre o direito penal do inimigo, reformas e competitividade, com compromisso de voto dos parlamentares e reuniões públicas. A composição do governo, segundo ele, deve se basear no projeto apresentado aos eleitores, e não em afinidade pessoal, embora reconheça que terá de lidar com os partidos escolhidos pelo eleitorado.
A conversa, pergunta a pergunta
Perguntas & Respostas
Os textos abaixo são resumos gerados da transcrição. Cada resposta traz o minuto exato — assista ao trecho para ouvir a íntegra.