Entrevista com pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão)
Jovem Pan News Paraná · 31min · 8 blocos
Os principais assuntos
Temas da conversa
Renan propõe coalizão programática para governar sem se submeter ao Centrão
Renan afirma que pretende formar maioria no Congresso em torno de seu programa, aceitando composição com partidos que apoiem sua agenda, mas rejeitando a compra de votos e a distribuição de emendas como moeda política. Ele também defende não entregar empresas públicas estratégicas, como a Codevasf, ao uso político do Centrão, embora aceite trazer figuras corretas de outras legendas para uma coalizão. Para impedir dividendos financeiros e desvios de emendas, promete colaborar com a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal em investigações.
Combate ao feminicídio com penas maiores, fiscalização e lei e ordem
Renan defende o aumento das penas, especialmente para agressores reincidentes, como resposta ao feminicídio e à violência doméstica. Também propõe sistemas de fiscalização, como o reconhecimento facial do Smart Sampa, para localizar e abordar agressores denunciados. Para ele, a lei e a sanção criam disciplina, que pode se transformar em cultura, como exemplificam os casos de Acari e Singapura.
Programa econômico quer favorecer quem trabalha e criar empregos no Nordeste
Renan afirma que o Brasil penaliza quem trabalha e produz e propõe uma ampla reforma fiscal para cortar renúncias fiscais, supersalários, aposentadorias elevadas, emendas parlamentares e fraudes no BPC, buscando reduzir de 200 a 300 bilhões de reais em gastos. Segundo ele, a redução da dívida permitiria baixar os juros, ampliar o crédito e investir em infraestrutura, energia e estradas, além de atrair data centers para o Paraná. Para o Nordeste, defende zonas econômicas especiais voltadas à exportação, parcerias com a agricultura e a Embrapa e a criação de um complexo industrial para gerar empregos e reduzir a migração.
Reforma do Judiciário propõe cortar privilégios e limitar poderes do STF
O candidato defende cortar privilégios do Judiciário e alterar a dinâmica do STF, incluindo o fim das decisões monocráticas, que ele afirma representar 83% dos julgamentos, e restrições a escritórios de advocacia ligados a ministros. Também propõe retirar do STF o foro de parlamentares e criar um foro especial com desembargadores sorteados, além de limitar o acesso à Corte a ações de natureza constitucional. Como justificativa para a mudança, compara as cerca de 8.000 ações analisadas pelo STF às 50 julgadas pela Suprema Corte Americana.
A conversa, pergunta a pergunta
Perguntas & Respostas
Os textos abaixo são resumos gerados da transcrição. Cada resposta traz o minuto exato — assista ao trecho para ouvir a íntegra.