Poder Entrevista: Renan Santos, co-fundador do MBL e Partido Missão
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Os principais assuntos
Temas da conversa
Missão deve lançar candidato próprio; Renan surge como principal alternativa
Renan afirma que Danilo Gentili é um nome cogitado para a Presidência desde 2017, mas sua carreira atual provavelmente impedirá que ele aceite a candidatura, embora o convite permaneça aberto. O Partido Missão, segundo ele, terá candidato próprio à Presidência e está construindo outras alternativas. Renan diz que os critérios incluem idade mínima, direitos políticos, lealdade ao projeto e participação na construção do partido, requisitos que ele e Amanda Vettorazzo praticamente são os únicos a cumprir.
Missão tenta evitar o centrão e o bolsonarismo com programa e militância
Renan afirma que preservar a independência institucional e autoral do Missão é um desafio desde a fundação do MBL, especialmente diante da tentação de aderir ao bolsonarismo para conquistar espaço político mais rapidamente. Ele diz que o estatuto, um programa sólido e uma militância ativa devem impedir a entrada de políticos interessados em usar o partido como legenda local. Também sustenta que a inércia política brasileira tende ao centrão e precisa ser enfrentada continuamente.
Missão revê o liberalismo simplista e defende Estado aliado ao setor privado
Renan afirma que a experiência política levou o movimento a abandonar a ideia simplista de que bastaria reduzir o Estado e privatizar tudo para desenvolver o Brasil, embora ainda reconheça a importância das premissas liberais. Ele cita o agronegócio, a Embrapa e a articulação entre Estado, tecnologia, educação e empreendedores na criação da Embraer como exemplos positivos, mas rejeita políticas de campeões nacionais.
Missão rejeita o bolsonarismo e interpreta a polarização por gerações
Renan afirma que as gerações mais velhas entendem a polarização a partir de referências da ditadura militar, do MDB, do PT e do bolsonarismo. Para os mais jovens, o conflito passa por temas como cultura woke, CLT e combate ao crime, o que sustenta a posição do Missão como uma direita distinta do bolsonarismo. Ele diz que o grupo não pretende adaptar sua sensibilidade para conquistar quem associa a direita ao apoio a Bolsonaro.
Identidade e produção cultural são o segredo da unidade do Missão
Renan afirma que o Missão pretende manter suas lideranças unidas por meio de formação, criatividade, produção cultural e unidade programática, em vez de depender apenas de projetos pessoais. Ele cita a Revista Valete, materiais sobre segurança pública e debates sobre cultura de favela como exemplos de uma agenda que cria identidade interna. Também sustenta que a publicação constante de propostas e pesquisas permite ao grupo pautar o debate público, levando outros políticos a reproduzir suas ideias.
Como o Partido Missão constrói seu programa no Livro Amarelo
Renan explica que o Partido Missão criou o Livro Amarelo por meio de equipes autônomas de pesquisa, abertas a participantes de seu campo e organizadas por áreas como educação, saúde, defesa, economia e segurança pública. Segundo ele, o processo já produziu quatro livros, com o quinto em publicação, e suas propostas concretas serviram de base para candidaturas municipais e para a futura candidatura presidencial. O programa é revisado de forma participativa e deverá ser compilado em seis volumes antes das próximas eleições.
A conversa, pergunta a pergunta
Perguntas & Respostas
Os textos abaixo são resumos gerados da transcrição. Cada resposta traz o minuto exato — assista ao trecho para ouvir a íntegra.