Renan Santos: visita de Flávio a Vorcaro foi para tirá-lo da delação
Metrópoles · 36min · 9 blocos
Os principais assuntos
Temas da conversa
Renan diz que pode ignorar decisões do STF contra operações previstas em lei
Renan afirma que não cumpriria uma decisão do STF que impedisse operações contra o crime organizado já aprovadas pelo Legislativo, embora diga que buscaria diálogo e cooperação com o Judiciário. Ele também critica o que chama de aplicação do direito penal do inimigo contra o bolsonarismo e propõe mudanças no CNJ e o uso de súmulas vinculantes para conter o que considera invencionismo na primeira instância.
Homens jovens formam a base de Renan, que aposta no convencimento de mulheres
O entrevistado atribui a predominância de homens jovens em seu eleitorado a uma divisão geracional e política observada também em outros países, com mulheres jovens mais à esquerda e homens jovens mais à direita. Ele afirma que mulheres de 25 a 50 anos são um público a ser conquistado e aposta na regressão da diferença entre os sexos sem mudar sua linguagem. Segundo sua leitura das pesquisas Atlas, homens jovens mais engajados podem convencer eleitores menos politizados e espalhar a candidatura para outras faixas etárias.
Pressão sobre mulheres expõe saída de pré-candidatas do MBL
Renan atribui a saída de Glenda Varoto à incompatibilidade com os valores do movimento e afirma que Clara Milinski não tinha condições psicológicas para suportar a pressão de uma candidatura. Ele diz que candidatas sofrem mais pressão que homens, incluindo cancelamentos e tentativas de exposição por ex-namorados, e cita Amanda Vitoral como exemplo. Renan também afirma que o MBL precisará dar assistência a mais de 400 candidatas, reconhecendo que muitas podem desistir por diferentes razões.
Renan prioriza Congresso, ajuste fiscal e retomada de territórios no governo
Renan afirma que começaria o governo articulando com Kim Cataguiri e as bancadas do Congresso para aprovar uma PEC fiscal e criar condições para combater o crime organizado. Ele também diz que atuaria com forças policiais e governadores para retomar territórios e buscaria uma reação positiva dos mercados, com entrada de dólares e queda dos juros. Após a vitória, afirma que não descansaria nem comemoraria, dedicando sua energia ao plano de governo.
Viagens pelo Brasil levam Renan a cobrar prefeitos e enfrentar o Centrão
Renan afirma que suas viagens pelo Brasil revelaram uma aceitação generalizada de problemas como esgoto a céu aberto e crime organizado, além de uma concentração de poder político em regiões que considera improdutivas. Ele aponta o Centrão e o sistema de incentivos como inimigos e defende uma lei de responsabilidade gerencial, com punição para prefeitos que não atinjam indicadores e benefícios para os bons gestores.
Renan propõe concentrar poder no Executivo e fortalecer prefeitos
Renan defende concentrar inicialmente o poder no Executivo nacional para mudar a realidade de cidades mal administradas, elevar o padrão dos serviços locais e punir políticos que não entregarem resultados. Ele cita problemas como lixões a céu aberto e compara a administração de São Luís à de São Miguel do Oeste. Para reformar a representação política, afirma que não conseguiria agir de cima para baixo e precisaria trabalhar com prefeitos, hoje tratados como meros administradores de emendas de deputados, alterando os incentivos do sistema no médio prazo.
A conversa, pergunta a pergunta
Perguntas & Respostas
Os textos abaixo são resumos gerados da transcrição. Cada resposta traz o minuto exato — assista ao trecho para ouvir a íntegra.